[Tati Bernardi]
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terça-feira, 7 de junho de 2016
E nada mais se acrescenta #76
domingo, 3 de abril de 2016
E nada mais se acrescenta #75
"Quando és novo acreditas que vais mudar o mundo mas à medida que vais crescendo, percebes que a proeza está em não deixar que o mundo te mude a ti. Esforças-te para acreditares nas coisas com a mesma força e a mesma inocência, esforças-te para não desistires dos teus sonhos, esforças-te para te manteres fiel aos teus princípios ainda que os outros te desiludam e te abandonem. Esforças-te para que o mundo não te contamine, esforças-te para encontrar um pouco de magia na rotina e na mesmice dos dias. (...) A verdade é que não há nenhum livro que fale da coragem de lidar com a mesmice, com os dias iguais, com a rotina,com a casa. Até com o amor. A vida tem mais de tupperware e de pijama que de champanhe e caviar. E isso não tem mal nenhum. É preciso é não deixar que o mundo nos faça acreditar que essa vida é menor que a vida do fogo de artifício. A mesmice é maravilhosa tanta vez. Mas ninguém fala dela. Fala-se do amor à primeira vista mas não se fala do amor à vista da mesmice, fala-se do jantar à luz das velas mas não se fala de aquecer restos e comer com garfo. É que isso vai lá estar, várias tardes, vários domingos e só tem mal se deixares que tenha.
[Carolina Deslandes]
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
E nada mais se acrescenta #74
"Se uma mulher nos diz que gostava de fugir connosco para um sítio qualquer, está a fazer-nos uma declaração de Amor. Não por causa da intenção de fugir, mas sim por causa do sítio qualquer. As mulheres têm uma enorme vontade de fugir do sítio onde estão, mas nunca fogem. Os homens preferem ficar, mas às vezes fogem. Só que não é para um sítio qualquer."
[Do blog 'Não compreendo as mulheres']
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
E nada mais se acrescenta #73
"O coração tem quatro cavidades. A primeira é só tua, para a tua vida e as tuas coisas. A segunda é para a família, os filhos, os amigos que são como irmãos. A terceira é para as coisas leves, os disparates que te apetecer fazer, e a quarta é para o que tu quiseres. Pode ser para mim, se ambos assim decidirmos. Mas tens de pensar bem nisto e ter a certeza, porque está tudo a ser tão bom que há pouca margem para equívocos, percebes o que te estou a dizer, não percebes?"
[Os milagres acontecem devagar]
sábado, 28 de novembro de 2015
E nada mais se acrescenta #72
"O amor dos outros envergonha-nos sempre um bocado. Deixa-nos constrangidos. Já me senti assim e não sei se tenho saudades, mas sempre que estou com eles ficou a pensar que é aquilo de que preciso. A relação tem apenas alguns meses, mas vejo-os tão unidos, e sempre que o Tomás fala dela é com tanto entusiasmo que acredito que aquilo vai mesmo pegar. Há ali entendimento e desejo. E amor. Li não sei onde que o desejo é o prazer projectado no tempo. Sempre acreditei que o tempo e a rotina acabava por matar o prazer, mas se nem sempre for assim? Se um casal conseguir sustentar um nível de erotismo que mantenha a chama sempre acesa? O Tomás parece estar nesse caminho. Como a adora, nunca comentou nada íntimo. É evidente que nem o Alberto nem eu lhe perguntámos. Quando um homem leva uma mulher a sério, os amigos fazem o mesmo. Não há perguntas. Basta a forma como ele lhe agarra na cintura enquanto ela mexe a panela onde pôs a sopa a aquecer e ver os olhos dela a fecharem-se devagar, inclinando suavemente a cabeça para trás, a deixar-se ir. O amor é isto, não é? Paixão é tesão, e depois, se gostamos muito de muitas coisas na mesma mulher, então é amor."
[Os milagres acontecem devagar]
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
E nada mais se acrescenta #71
«...ando monitorizada como um robô para conseguir ter tempo para tudo, não me posso atrasar cinco minutos em nada, ou perco o comboio. Mas todos acabamos por ter a vida que escolhemos, não é? E eu escolhi esta. Só me falta arrumar um bocado mais a casa, aprender a dominar a ansiedade e sentir que há um porto seguro num lugar qualquer.»
[Os milagres acontecem devagar]
sábado, 24 de outubro de 2015
E nada mais se acrescenta #70
"Se o amor da minha vida não chegar, vou publicar todos os meus casos de amor. Em de-ta-lhes. (...) Vou chorar com as amigas, fazer bolo de chocolate, depois vou para o ginásio. (...) Vou comprar batons de várias cores chamativas e misturar com roupas de cores diferentes. (...) Vou alugar um apartamento só meu. (...) Vou começar a decoração pelos quadros. Vão ser fotos profissionais e inspiradoras por todos os lados. E fotos das minhas diversões ao longo da vida. Vou ter uma cama de casal para poder levar quem eu quiser. E o lençol tem que ser branco. Não vou precisar decidir se vou casar ou comprar uma bicicleta. Eu vou comprar uma bicicleta e pronto. A minha casa sempre vai ter gente, mas nalguns dias eu vou preferir ficar sozinha a ler um livro (...) Nalgumas noites vou tomar leite com chocolate vestida com meu casaco de lã. Ver aquela comédia romântica pela décima vez e dormir antes de chegar o final, que é a parte mais previsível. Outras noites eu vou sair. Vou chegar sempre por volta das 23h, porque eu vou estar envolvida em vários projectos artísticos e sempre envolvida com várias pessoas. A noite é feita para aqueles que ainda não encontraram o amor da sua vida. (...)
Eu vou viajar quinta à noite sem avisar ninguém (só meu chefe), porque um amigo conseguiu alugar uma casa aqui pertinho. Eu vou juntar dinheiro, fazer uma viagem por toda a Europa.
Todos os dias vão ser diferentes. (...) Sexta eu vou chamar as minhas amigas para fazer uma comida diferente em casa. Domingo eu vou fazer um almoço para aqueles que eu mais gosto, depois vou ao cinema assistir um filme de culto que eu não entenda nada. Noutro fim de semana eu vou sair para dançar, tomar umas bebidas diferentes e voltar para casa sozinha, mas com o coração cheio, porque sair só para dançar é uma das coisas que me deixam mais completa. (...) A gente gosta de se sentir bonita, viva, feliz e desejada, mas isso não quer dizer que queremos sair de lá com um homem qualquer. (...)
Noutros fins de semana eu vou para a praia cedinho, vou fazer sumo verde e fingir para mim mesma que agora eu me tornei saudável. E já que um grupo de bons amigos é tudo que uma pessoa solteira precisa, é com eles que vou dividir os meus dias, por mais que todos comecem a casar-se. Vou estudar (...) Quero entupir-me de conhecimento e de pessoas que me aquecem o coração.
Enfim, vou descobrir que de nada vale encontrar o amor da minha vida se eu não viver o melhor da vida comigo mesma. Então, se ele não chegar, eu vou viver a minha vida como eu sempre vivi, sem esperar um feliz para sempre e investindo no feliz agora. Vai ter espaço para muito amor, por mais que eu me sinta sozinha em alguns dias, por mais que me olhem com cara de pena, por mais que achem que eu me envolvo com várias pessoas para preencher esse vazio. Mas não tem vazio nenhum, é só muito amor para dar e pouca vida para ser desperdiçada.
E se por um acaso isso do amor da nossa vida existir, eu vou saber quando ele chegar porque eu não vou precisar abrir mão de nada disto.
[Marcela Picanço]
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
E nada mais se acrescenta #67
"A solidão nunca acontece quando estamos sozinhos, mas sim quando estamos sós. Estar sozinho é das melhores coisas da vida, estar só é uma das piores. Para estarmos sozinhos não pode haver ninguém perto de nós, para estarmos sós é preciso uma multidão. Uma cidade, por exemplo, onde habite quem nós Amamos e não nos quer ver."
[Blog Não Compreendo as Mulheres]
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
E nada mais se acrescenta #66
terça-feira, 11 de agosto de 2015
E nada mais se acrescenta #65
"Uma vez eu conheci o homem mais bonito do mundo. (...) eu não tinha nenhuma dúvida. E ele veio falar comigo. E eu estava sentada no chão. E ali mesmo trocamos telefones e confissões e eu lembro que, apesar de estar com muito sono e cansaço e desesperança com a vida, fiquei tentando descobrir o que um homem daquele nível supremo de beleza tinha visto numa garota bem mediana que estava sentada no chão em um dos dias de menor brilho de sua carreira social.
Apliquei o teste do cotovelo. Apliquei o teste da sapiência média (você comenta que quando você olha pro abismo, o abismo olha pra você, e espera pra ver se ele tem alguma cultura de filosofia de almanaque). Apliquei o teste da bobeira erudita, uma merda qualquer que você lança no ar tipo “ai que vontade de chafurdar por essas lamas universais” e se o cara for minimamente interessante ele compra a besteira e devolve uma outra melhor ainda. Se ele for um tapado ele ri e fala algo idiota tipo “quero o mesmo que você está tomando” e daí você sabe que está, novamente, sozinha no mundo. Como sempre.
E ele, do alto de sua absurda e dolorosa beleza, foi tirando nota sete e meio em todos os requisitos. Devolveu uma besteira à altura, conhecia frases pessimistas perfeitas para uma noite estrelada e passou com certo louvor no teste do cotovelo.
No dia seguinte, já pela manhã, chegou uma mensagem de texto do homem mais bonito do mundo “quero te ver”. E foi então que resolvi pedir ajuda. Juntei a mulherada em casa. E todas nós, em silêncio, começamos a “googla-lo”. Até que uma foto bem grande, dele só de bermuda, sorrindo, ocupou a tela inteira e o coração de todas nós. Algumas suspiraram. Algumas tiveram ataque de riso nervoso. Uma ficou bem irritada e foi embora. Outras me olharam com a miopia bem apertada tentando descobrir que é que eu tinha pra merecer aquilo tudo. Ele era realmente o homem mais bonito do mundo. Todas concordaram. Não existe homem mais bonito do que esse e talvez nunca existirá. E, ao que tudo indica, trabalhador, com amigos do bem, amante da natureza e das crianças. A ficha.com estava limpíssima. “Mas você viu se ele..” Vi, vi, sim, ele passou no teste do cotovelo. Burro? Não. Então o quê hein? Pois é, amigas tão honestas, eu também não sei o que ele viu em mim. Tentaram uma última explicação, olhando para os meus pés. Outra explicou assim “ah, tem tanto casal que a gente vê e não se conforma”. Pois é.
Fiquei quarenta e sete dias com o homem mais bonito do mundo. Todo mundo olhava pra ele. Homens, mulheres, velhinhos, crianças, cachorros, pombas, formigas. Ele poderia ter qualquer uma das anjinhas da Victoria’s Secret (caso além de perfeito fosse trilhardário também…) mas preferia estar comigo. Ele definitivamente não tinha nenhum problema, aliás, muito pelo contrário. (...) Tudo ia muito bem até que um dia, na fila pra comprar uma bomba de chocolate, eu resolvi explodir aquela relação. Ele era tão bonito que me…que me…que…sei lá. Lembro que na hora pensei algo assim “ah, mas vá ser bonito assim lá na puta que o pariu”. E ele foi."
[Tati Bernardi]
Não lhe dou conversa para não ter que escrever algo assim.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
E nada mais se acrescenta #64
"- Sabes qual é o teu problema, Quentin? Estás sempre à espera que as pessoas não sejam elas mesmas. Quer dizer, podia odiar-te por não seres nada pontual e por nunca te interessares por nada que não seja a Margo Roth Spiegelman, e por, tipo, nunca me perguntares como vão as coisas com a minha namorada... mas estou-me nas tintas, porque tu és tu. Os meus pais têm um raio de um monte de pais natais negros, mas não faz mal. Eles são eles. Sou tão obcecado por um website de consulta que às vezes nem atendo os telefonemas dos meus amigos ou da minha namorada. Isso também não faz mal. Eu sou assim. Gostas de mim na mesma. E eu gosto de ti. És divertido e és inteligente, e podes chegar atrasado, mas acabas sempre por chegar.
- Obrigado.
- Pois, bem, não estava a elogiar-te. Estou só a dizer: para de pensar que o Ben devia ser como tu, e ele tem de parar de pensar que tu devias ser como ele, e têm todos mas é de descontrair."
[Cidades de Papel - John Green]
segunda-feira, 15 de junho de 2015
E nada mais se acrescenta #63
"Quantas vezes terei de estar na fila do supermercado, do outro lado da passadeira, no corredor de um centro comercial a questionar-me quando será a minha vez ?Se algum dia será a minha vez.
Gestos de carinho, de paixão vestida de ternura, de cumplicidade nas coisas mais simples da vida.
Pertenço aquele grupo de pessoas que irá sempre passar ao lado de um grande Amor? Que sabendo que é possível, que existe, que está mesmo ali no quotidiano puro terá que aceitar que Ele viverá sempre num lugar que não sou eu.
Quantas mais vezes terei de esconder a angustia de uns olhos cheios de lágrimas numa madeixa de cabelo mal arrumada? "
[Diário Dela - Notas soltas. - Blog A Melhor Amiga da Barbie]
domingo, 10 de maio de 2015
E nada mais se acrescenta #62
"Eu sei viver sem você. Sei andar, comer, falar, ver um filme. Sei sorrir e nem é de mentira. Solto gargalhadas e conto piadas e sou rodeada pelos meus amigos o tempo todo. Leio livro, malho, faço amizades. Sou por inteira sem você. Não existe nenhuma parte faltando, mas eu faço ela faltar. É que eu não preciso de você pra nada, mas quero você pra tudo. Eis o grande problema."
[Iolanda Valentim]
domingo, 19 de abril de 2015
E nada mais se acrescenta #61
[Martha Medeiros]
terça-feira, 7 de abril de 2015
E nada mais se acrescenta #60
domingo, 29 de março de 2015
E nada mais se acrescenta #59
O que elas sabem sobre nós.
Assumimos que sim. Elas sabem disso. Quando as deixamos passar à nossa frente, ou lhes damos um jeitinho no meio da multidão, elas sabem que somos cavalheiros da nossa causa, à nossa maneira. Só lhes queremos sentir o perfume, ou procurar um eventual toque no corpo. Um motivo para meter conversa, ou para as apreciar noutros ângulos. Elas sabem disso. Sabem que conquistamos as amigas para as conquistar. Ninguém vence batalhas sozinho. Elas sabem disso. Elas sabem quem são os bons e quem são os maus. (Acreditem!) Apenas optam por escolher os maus mais vezes. Só se acerta uma vez na vida. E elas gostam de gastar as fichas todas de uma vez.
Sabem quando temos alguém. Desconfiam. Desdobram-se em mil. Procuram respostas. Fazem inquéritos. Até que no fim, quando têm a certeza, nos martirizam. Elas sabem quando nos têm na mão. Fazem-se de despercebidas. Fazem-nos julgar invencíveis, os reis do mundo, os sultões dos bares. No entanto, elas sabem e deixam-nos passar por parvos. Elas sabem quando olhamos para outra, enquanto estamos na esplanada a beber café. Apanham-nos no nosso jeito atabalhoado de disfarçar. No auge do excesso de testosterona que nos torna em seres desajeitados. Sabem que fantasiamos com a vizinha, e imaginam que nós a imaginamos connosco no banho, na mesa da cozinha, ou no elevador. Elas sabem, e fazem-nos sofrer por isso: uma dor de cabeça aqui, um dia cansativo ali… Ou então, obrigam-nos a suar a vizinha para fora do nosso corpo. Obrigam-nos a entender o que temos em casa - que vale mais que a vizinha, que a rapariga do café ou que a colega de trabalho. Elas sabem como nos manipular. Sim, elas sabem. Elas sabem como nos domesticar.
Mas também sabem como nos mimar. Sabem quando amuamos. Quando estamos a chocar uma gripe. Ou quando só tivemos mais um dia mau. Sabem quando desesperamos por um beijo. Quando procuramos um pouco de afecto. Elas sabem lidar com os nossos amigos. Sabem como os conquistar. Sabem qual é que era bom para aquela amiga que só tem olho para trastes. Sabem fazer-nos felizes. Sabem como nos deixar à beira de um ataque de nervos. Sabem que botões apertar para despertar um ataque de ciúmes. Sabem como nos obrigar a fazerem-se sentir desejadas. Elas sabem tudo. Sabem até que eu não fiz por mal quando comecei o texto a imaginar as curvas de cada uma delas a desfilarem em lingerie, no meu quarto, ou em qualquer outro lugar. O que elas não sabem é que nós fazemos tudo para acertar. E damos tudo para nunca errar (embora errar seja humano)."
[Pedro Rodrigues]
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
E nada mais se acrescenta #58
(...)Por fim, mas não menos importante,
[http://jafoste.net/casa-te-com-um-homem-que/]
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
E nada mais se acrescenta #57
[Hugo Rodrigues]
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